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sábado, 6 de fevereiro de 2010

JOÃO PIRES Ó PÁ!

Muitos amigos me pedem para que eu indique alguns vinhos aqui no blog. Venho tentando fugir disso porque acho difícil acertar nas sugestões. Em primeiro lugar porque minha experiência é muito baseada nos vinhos portugueses em especial os do tipo Porto. Em segundo lugar, acho que vários são os fatores que podem tornar uma sugestão de bebida resultar em sucesso ou não. Acredito que com as pessoas certas, no lugar certo e num ambiente favorável as chances de agradar aumentem. Como já contei aqui uma visita ao Solar do Vinho do Porto em que parece que os deuses do bago se uniram para que nossa visita àquele local se tornasse uma experiência inesquecível. Ainda assim e para não fugir do propósito original, me arrisco a indicar um João Pires branco. Embora respeite quem assim o faça, não vou gastar tempo em descrever referências sobre ele, tais como: é um vinho de cor topázio com intenso e profundo aroma a moscatel, passas e nozes e que apresenta um toque de velhice, embora deva ser consumido preferencialmente jovem etc, porque não entendo disso e tampouco presumo que essas explicações técnicas aumentem o desejo de experimentá-lo. O que digo, aí sim por experiência própria, é de que ele merece ser provado. Os outros fatores, bem, ficam por sua conta ou, quem sabe, dos deuses...

(Reprodução - Colaboração do Quintal que é brother há mais de 30 anos, apreciador e produtor de bons vinhos)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

AS GAFES...

(peixe-picanha)Há pessoas que se especializam em cometer gafes. Ao longo do tempo algumas gafes até se tornaram celebres pelos autores e assim por diante. Mas acho que todos nós já cometemos nossas gafes. As duas histórias de hoje foram contadas pela minha filha e, ainda que não conheça as pessoas, peço perdão a elas. A primeira aconteceu com a mãe de uma amiga dela. Namorado novo, cheia de vontade de impressionar o companheiro e vice-versa, marcaram de jantar num restaurante sofisticado para o padrão dela. Chegando lá o garçon trouxe o cardápio e ela para demonstrar conhecimento perguntou se a picanha era de água doce ou salgada. Acreditem que o rapaz foi discreto e não riu apesar da explicação do garçon de que se tratava de carne. Outro caso foi quando uma amiga dela no início do namoro também foi jantar com o rapaz. No couvert, havia pães, sardela, azeitona e manteiga em bolinhas entre outras coisas. Ela pensou que fosse queijo e, apesar da dificuldade, conseguiu espetar uma bolinha no garfo e enfiou tudo na boca. O rapaz que observava tudo, surpreso, disse a ela que aquilo era manteiga. Para não perder a linha ela engoliu e disse que sabia e que adorava manteiga. Aproveite aqui para contar a sua...

(Reprodução - Colaboração do Quintal que é brother há mais de 30 anos, apreciador e produtor de bons vinhos)

sábado, 23 de janeiro de 2010

MONTANA GRILL

Depois de uma semana de trabalho incluindo o sábado, e quase chegando em casa, recebo a sugestão do meu parceiro de labuta que estava sedento por carne e sugiro a ele um local que freqüento toda a semana com a família, o Montana Grill. A principio mais um rodízio na capital dos rodízios, mas no seu coração algo que certamente nos faz lembrar a cada nova passagem do nosso eficiente Evandro. Como o assunto era carne, dispensamos o bufê de salada e nos concentramos na picanha, fraldinha e baby beef dentre outras tantas sugestões as quais deixamos para outra ocasião. À nossa mesa as carnes chegaram, uma após a outra, em qualidade, textura e sabores acima da média, com o que o meu companheiro prontamente concordou de vez que se fartou delas. A picanha, por exemplo, é toda de procedência uruguaia assim como o babybeef, sendo apenas a fraldinha nacional o que não é demérito nenhum, apesar da reconhecida qualidade do gado dos nossos hermanos orientais. Curioso que sou, indaguei ao gerente acerca das carnes e este designou de imediato um dos seus “assessores” que nos levou gentilmente a uma visita ao coração do restaurante. Num ritmo frenético, os setores da cozinha todos separados, saladas, sobremesas, pratos quentes, bebidas, e o principal, a sua grelha rodeada de câmaras frias e de congelamento, também visitadas onde pudemos constatar a origem e qualidade das carnes e ainda tivemos uma aula do churrasqueiro acerca dos cortes e forma de espetar as carnes e a melhor forma de assá-las. Ou seja, nos satisfizemos com a excelente carne e mais do que isso com a gentileza e atenção dispensadas o que nos fará retornar com certeza. Aproveite o sábado - Av. Pres. J. Kubitscheck, 816 - São Paulo/SP - Telefone: (11) 3078-0999

(Reprodução - Dica de Il Dottore)

sábado, 16 de janeiro de 2010

LA PAILLOTE


Tocada pela família Valluis desde sua fundação em 1953, apresenta decoração simples tendo quem acredite que o restaurante prepare uma única sugestão, o camarão à provençal. Feita de crustáceos polvilhados de farinha de trigo e dourados numa mistura de manteiga, salsinha e alho, a deliciosa receita é servida com arroz misturado ao molho resultante da fritura. No seu sintético cardápio de uma só página, entretanto, figuram entre as opções o coelho ao molho de mostarda e creme de leite, do coq au vin e do filé-mignon ao molho de cogumelo-de-paris guarnecido de fritas. O La Paillote possui ambiente simples e o seu couvert é prenuncio do que virá pela frente: uma bela porção de manteiga, pães franceses e azeitonas enormes, beringela e rabanete. De sobremesa, um clássico doce francês que leva chocolate, chantilly, amêndoas e avelãs. Um dos clássicos paulistanos que merecem uma visita na qual se poderá conferir a manutenção de sua qualidade e, graças a Deus, sem nenhuma expansão ou invenção. Não espere porém uma atenção muito grande do seu anfitrião, e tampouco um preço acessível, mas o La Paillote é isso: suscinto, incisivo, para quem gosta e busca um sabor que parece eternizar-se no paladar e se propõe a gastar mais de R$ 100,00 por pessoa. Aproveite o sábado. Avenida Nazaré, 1946 – Ipiranga. Telefone: 5061-5182

(Reprodução - Dica gastronômica de Il Dottore)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

SIMPATIAS E ANTIPATIAS

Há coisas que realmente me intrigam. Outro dia, eu era o segundo na fila do caixa de um pequeno supermercado do bairro e não pude deixar de ouvir uma senhora dizendo para a moça do caixa que ela deveria comer sete sementes de romã no reveillon, ou qualquer coisa parecida com isso, para que no ano novo não lhe faltasse dinheiro. Achei aquilo engraçado e meio que instintivamente para brincar com elas, eu disse que pelo menos não faltaria dinheiro para o vendedor de romãs. A senhora voltou-se para mim com ar de reprovação e me disse que era verdade e que aquela simpatia já a havia salvo de situações difíceis e que todos deveriam fazer porque dava muito certo. Quando vi a seriedade que o caso mereceu por parte dela, olhei para a mocinha do caixa que dissimulando um sorriso, logo tratou de agradecer à senhora devolvendo-lhe o troco. E para não polemizar achei melhor ficar quieto para no mínimo não ser taxado de enxerido. No caminho de retorno para casa me lembro de ter pensado como essas coisas são importantes para quem acredita nelas.

(Reprodução - Colaboração do Quintal que é brother há mais de 30 anos, apreciador e produtor de bons vinhos)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

QUE DUREZA!

Eu havia chegado cansado em Luxemburgo, tinha sido discriminado na chegada, como já contei aqui e o dia estava terminando. Após me instalar e desfazer as malas notei que o hotel oferecia serviço de sauna. Era o que eu estava precisando naquele momento para descansar um pouco até a hora do jantar. Chegando lá, como de costume, uma recepcionista me ofereceu toalhas e tudo parecia correr como de costume. Não tenho muita certeza, mas parece-me que havia as duas saunas no hotel, seca e úmida. Abri a porta e entrei na sala à esquerda dos chuveiros onde ficava a sauna seca. A sala não era muito grande e pelo vidro da porta tive a impressão de estar vazia embora nem estivesse preocupado com esse detalhe. Entrei, soltei a toalha da cintura e a estendi como um tapete sobre o assento de madeira. Quando voltei para sentar de frente para a porta, notei que havia uma senhora sentada bem em frente a mim. Tentei parecer o mais natural possível embora tenha a plena convicção de não ter conseguido. Afinal, o passaporte brasileiro já havia sido mostrado e nada mais poderia ser feito a não ser cumprimentá-la. Ela continuou por mais alguns minutos e depois saiu protegida pela sua toalha. Na saída procurei alguma sinalização sobre sauna mista, mas não havia. Acho que é o costume deles, mas não o nosso.

(Reprodução - Colaboração do Quintal que é brother há mais de 30 anos, apreciador e produtor de bons vinhos)

sábado, 2 de janeiro de 2010

NEW DOG

Tradicional lanchonete localizada no Itaim, existente desde 1967, tendo passado ao longo dos anos por várias reformas no local, ocupa hoje um mega espaço, sem, entretanto, modificar a sua oferta de alimentos e produtos e cuja mudança mais significativa foi a de seus preços. Começou de forma pequena, ampliando-se com o tempo, perdendo aquele charme existente de quando você freqüenta algum lugar e conhece as pessoas que lá trabalham pelo nome, e estes sabem exatamente o que você gosta, o ponto de seus lanches e de seus milks ou sundaes. Hoje, não se conhece mais o chapeiro ou o atendente, tamanho o numero de funcionários, o que acaba por trazer uma pasteurização no serviço, que geralmente é rápido, mas com o intuito de fazer a mesa ser ocupada mais vezes. No quesito cardápio, nenhuma mudança radical, apenas a industrialização e fabricação de alimentos em linha, sem nenhum ponto de destaque, tudo muito certinho, tudo muito pasteurizado, sem sustos ou perspectivas. Continua com uns sanduíches frugais, mas os milks e sundaes não são mais os mesmos. E pior, cobrando preços absurdos, abusivos e completamente fora da realidade de quem procura uma refeição básica com preços honestos. E, levando a cabo o que existe de pior, apresenta porções diminutas beirando o inacreditável, prevalecendo-se do seu tradicionalismo e apostando que este será suficiente para manutenção da fidelidade de sua freguesia, ainda mais quando se compara ao tamanho da conta, que sempre chega rápido. Não será! Na ultima visita, no horário do almoço, para um sanduíche de pão de forma com peito de peru (3 fatias), muzzarela de búfala e tomate verde quente, mais um sanduiche de muzzarela de búfala quente, uma água, um refrigerante e dois cafés foi cobrada a quantia de R$ 48,50 (Quarenta e oito reais e cinqüenta centavos). Um descalabro!

A dica deste sábado portanto é a seguinte : FUJA!.

(Reprodução - Dica de Il Dottore)

sábado, 19 de dezembro de 2009

O BRAZEIRO

Assim que casei, me mudei para um apartamento na Vila Mariana vindo a conhecer desde logo o local da dica de hoje, sempre bem falado na região. Trata-se de um lugar extremamente simples, mas de competência na sua cozinha, que é básica, mas agradável e com preços bastante justos. Existe há mais de 36 anos, e ainda hoje coleciona filas em sua porta nos finais de semana por clientes ávidos pelo seu galeto na brasa que tem saída absurda, a ordem de 2000 aves durante cada dia do final de semana. Além do ambiente, o restaurante também preserva o bom cardápio, que foi criado por Salvador Mangini Filho e seguido por seus filhos, e que agora guardam o segredo do famoso tempero do galeto, o carro-chefe do local que vem acompanhado de farofa e vinagrete. Ao lado da especialidade da casa, encontram-se boas sugestões de carnes, como o espeto misto de contrafilé, lombo, calabresa com bacon, tomate e cebola, e a picanha fatiada, que chega com 450g na mesa e acompanha ainda vinagrete e farofa. E as tradicionais polentas, batatas, salada mista e um delicioso e caseiro pudim de leite para a sobremesa. Bom apetite! Aproveite o sábado – Rua Luiz Góes, 843 – 2275-7139

(Reprodução - Dica gastronômica de Il Dottore)

sábado, 12 de dezembro de 2009

APPLEBEE´S

Quem tem filho adolescente, volta e meio é levado a conhecer algum lugar um pouco diferente do que estamos habituados, mas que não deixa de ser agradável, nos trazendo uma nova visão de culinária. Numa dessas ocasiões, fui “levado” a conhecer o Applebee´s, nossa dica de hoje cuja filosofia americana de origem visa a boa comida, preço moderado e ótimo atendimento. Hoje, o conceito internacional da rede é o “neighborhood grill”, que traduz a preocupação em transmitir ao cliente um ambiente confortável e aconchegante. Seu cardápio é bastante extenso e oferece opções a todos os gostos, desde porções iniciais, carnes, frango, peixes e massas, todas com tempero e elaboração acentuados. Experimente o Applebee´s Sampler que é um mix de entradas, Chicken Quesadillas (tortilhas recheadas de frango), Boneless Búfalo Wings (pedaços de frango empanados com molho especial), costelinha de porco e um molho de espinafre muito bom. Daí ao principal, com um clássico Steak de contra filet acompanhado de batatas e caesar salad, ou um Fiesta Lime Chicken temperado com limão e tequila ou ainda um Grilled Shrimp Pesto Alfredo Fettuccine com camarões, molho Alfredo, tomates e parmesão acompanhado de focaccia de tomate seco. Possui ainda uma boa linha de sanduíches e sobremesas das quais destaco o clássico brownie com sorvete e calda quente de chocolate. Vale a pena experimentar. Amplie seus horizontes com uma cozinha cajun, do sul dos Estados Unidos. Aproveite o sábado - Av. dos Arapanés, 508 – MOEMA – 5051.1946.

(Reprodução - Dica gastronômica de Il Dottore)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

EMOÇÕES

Hoje escolhi para falar de emoções. Esse é um tema muito rico e ao mesmo tempo desafiador, a começar pelo dicionário, cuja explicação mais faz confundir que elucidar. Não sei dizer como tudo se processa, mas é fato que guardamos da infância fragmentos de situações em nossa memória que mais tarde durante nossa vida adulta, quando acionados, nos remete à lembranças. Cada um de nós tem seu arquivo particular de boas e más imagens. No meu caso, como já disse em outras oportunidades, as raízes portuguesas foram dominantes na minha formação, certamente pelo maior convívio com meu avô paterno. Nascido e criado em meio a imigrantes portugueses que vinham em busca de realizar seus sonhos, muitos dos quais ficaram pelo caminho, tenho muitas imagens de infância relacionadas a eles. Uma delas é muito presente e refere-se ao vinho do Porto da Real Companhia Velha, com seu rótulo tradicional onde se nota o brasão de Portugal. Para mim, o simples fato de contemplar seu rótulo já significa alegria. Degustá-lo é mergulhar no passado tal qual a leitura de um diário gasto pelo tempo onde palavras desconexas tentam contar uma história. De fato, não conheço como é o processo de registro desses momentos, objetos, sons etc. nem como eles se relacionam às boas e más lembranças de nosso passado. Só sei que, no meu caso, esse vinho provoca alegria e saudades. Talvez eu o tenha conhecido durante o preparo das famosas gemadas com vinho do Porto, quem sabe?

(Reprodução - Colaboração do Quintal que é brother há mais de 30 anos, apreciador e produtor de bons vinhos)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

SAUDADES

Certa vez durante uma visita, meu tio José fez questão de me mostrar um disco de vinil que havia ganhado de presente de uma amiga, trazido de Portugal. Como ele sabia do meu gosto por música orquestrada, fez questão que eu o ouvisse. Era um belíssimo trabalho de pesquisa e de excepcional qualidade musical. O álbum chamava-se Saudades, produzido por um maestro português chamado José Calvário cuja foto estava na contracapa. Como já comentei anteriormente, profissionalmente viajei muito a Portugal, e, numa dessas viagens acabei comprando o disco. Um dia, eu estava no bar do aeroporto da Portela em Lisboa aguardando o vôo para retornar ao Brasil quando reconheci o maestro tomando um cafezinho acompanhado de sua esposa. Aproximei-me dele e perguntei se era mesmo quem eu julgava que ele fosse ao que ele prontamente confirmou. Em seguida, eu me apresentei dizendo-lhe que conhecia seu trabalho e contei rapidamente a história da visita à casa de meus tios. Ele se interessou e ficou ainda mais surpreso quando eu fiz alguns comentários que comprovavam meu conhecimento sobre o álbum. Enfim, seu vôo já havia sido chamado e falamos pouco mais de cinco minutos. Mas foram cinco minutos preciosos para mim e para ele que não escondia a satisfação e a felicidade por um brasileiro reconhecê-lo e conhecer seu trabalho, já que o álbum não havia sido lançado no Brasil. Cartões trocados, começamos assim uma amizade muito rica. Sempre nos comunicávamos especialmente na época do Natal. Trocávamos e-mails e, certa vez tive o prazer de jantar com ele em Lisboa onde aprendi muito sobre seu trabalho, sobre a sinfônica de Londres, e tudo mais. Naquela noite, ele me presenteou com vários CD´s que havia produzido. Sujeito educado, me disse que se irritava quando setores da imprensa portuguesa o criticavam por ele trabalhar em Londres. O fato é que ele gravava na Inglaterra por falta de condições técnicas em Portugal e isso incomodava aos seus críticos. Ultimamente estava achando estranho o afastamento dele que não respondia e-mails e nem minhas ligações. Este ano, um amigo português, que sabia da nossa amizade, me deu a notícia de que ele havia falecido após ter permanecido meses em vida vegetativa, vitimado por uma isquemia cerebral. A imprensa portuguesa noticiou sua morte com destaque. E hoje, onde quer que ele esteja, sabe que tem amigo brasileiro a quem ele deixou muitas Saudades.

(Reprodução - Colaboração do Quintal que é brother há mais de 30 anos, apreciador e produtor de bons vinhos)

sábado, 28 de novembro de 2009

RANCHO 53

Para quem gosta de sair do agito de São Paulo, a uma pequena distância suficiente para desfrutar de uma paisagem verde e um céu quase sempre azul sem perder a oportunidade de uma boa comida a dica é o Rancho 53 na Rodovia Castelo Branco, km 53 para quem vai em direção a São Roque. Lá vai encontrar um pedacinho de Portugal, na sua decoração, na sua adega e principalmente na sua cozinha, começando pelos imperdíveis bolinhos de bacalhau sempre crocantes por fora e macios por dentro. Mas não se perca por eles, porque você ainda pode encarar 10 pratos de bacalhau, além dos clássicos a português, a Gomes de Sá, e ao Forno, o Bacalhau da Rampinha (posta de bacalhau dourada, batatas portuguesas, cebola no azeite, azeitonas, alho e salsinha a gosto) ou o Bacalhau à Moda 53 (posta de bacalhau frita, batatas douradas, brócolis, azeitonas, pimentão, alho e cheiro verde). Se preferir, um bom caldo verde, arroz de bacalhau, as sardinhas a portuguesa muito boas também ou ainda um especial de alheira com arroz, batata frita, ovo frito e salada. E mais, os clássicos Pastel de Santa Clara e Fios de Ovos para complementar a refeição, aliado a uma boa carta de vinhos portugueses, destacando-se o Quinta dos Quatro Ventos que poderão ser adquiridos em sua adega com mais de 100 rótulos diferentes, bem como produtos típicos na lojinha anexa. Se for apenas uma parada para o lanche, desfrute dos bolinhos, postas de bacalhau empanadas ou do sanduíche denominado Francesinha (pão de forma, filet mignon grelhado, molho de tomate especial, queijo e presunto, lingüiça portuguesa e batatas fritas). Aproveite o sábado, boa viagem, mas não abuse do vinho. Rodovia Castelo Branco KM 53 - Posto Graal

(Reprodução - Dica gastronômica de Il Dottore)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

AS GALEGAS

Sempre ouvimos falar que a Espanha é formada por diversas culturas. Talvez o fato mais conhecido dessas diferenças culturais tenha sido a inclusão do Catalão como idioma dos jogos olímpicos de Barcelona e esse episódio dá bem o tom do nosso post de hoje. Era maio de 1990. Estávamos em quatro pessoas no Porto e no final de semana fomos conhecer Santiago de Compostela, à aproximadamente 300 km do Porto. Pernoitamos na belíssima Viana do Castelo no norte de Portugal e no sábado cedo rumamos para nosso destino. Uma dessas quatro pessoas é meu grande amigo Eduardo Abe com quem tive o privilégio de trabalhar e aprender muito. No domingo à tarde, já próximo da hora de voltarmos ao Porto, ele aproximou-se de uma barraquinha de souvenir, muito parecida com nossas bancas de jornal, na intenção de comprar algumas lembranças para suas filhas. Procura daqui, olha dali, gostou de umas bonecas vestidas com trajes típicos da região, aliás, muito parecido com as portuguesas de sete saias da região de Nazaré. Dirigindo-se à vendedora, uma senhora que aparentava uns sessenta anos, disse-lhe que iria comprar aquelas duas bonequinhas. A senhora já estava a embrulhá-las quando ele, para confirmar sua boa escolha perguntou-lhe se aquela roupa típica era bem espanhola. A senhora voltou-se para ele de uma forma absurdamente ríspida e respondeu que não, não eram espanholas. E emendou que elas eram galegas. O Edu, meio que desconcertado pelo fora e pela “delicadeza” da vendedora, confirmou que tudo bem porque eram muito bonitas e mais do que depressa pagou e saiu com suas duas galegas. No caminho de volta, comentamos e até rimos com a grosseria e o fanatismo daquela senhora e até hoje brincamos com ele perguntando se as bonecas eram espanholas ou galegas.

(Reprodução - Colaboração do Quintal que é brother há mais de 30 anos, apreciador e produtor de bons vinhos)

sábado, 21 de novembro de 2009

DINHO´S PLACE

(que fome!)A dica de hoje é de uma casa com mais de 50 anos de existência cuja tradição enfrentou e venceu bravamente a concorrência dos rodízios que apareceram ao longo do tempo, e que para mim sempre foi uma referencia, desde a tenra idade. O Dinho´s Place é conduzido pela mão firme da Fuad Zegaib que durante todo esse tempo jamais se permitiu uma alteração radical na sua cozinha, no seu atendimento e no primor de suas matérias primas, sempre utilizando o que há de melhor. Apenas sofreu algumas alterações que a mudança dos anos e da nova clientela pedia tais como a incursão em peixes e crustáceos, bufês de feijoada, porém sem deixar de lado as suas fantásticas carnes e sua cozinha clássica. Não existe possibilidade de erro, mas gostaria de ressaltar a feijoada, esse prato que vem agradando a todos nos últimos 20 anos pelo menos. Seu bufe onde as carnes são separadas em cumbucas próprias, composta das clássicas - carne seca, paio, lingüiça e lombo - são acompanhadas daquelas que os bons admiradores da iguaria se fartam, tais como orelha, pé e rabo de porco, sem esquecer-se das bistecas e lingüiças na brasa, farofa, couve bem cortadinha e arroz branco soltinho, com uma laranjinha pra quebrar um pouco, acompanhados de uma boa batidinha de limão pra aguçar o apetite. Simplesmente fantásticos! Se a vontade for de carne, não esqueça o bife de tira, muito bom, e ainda o clássico strogonofe de filet. Nos crustáceos, o não menos famoso camarão à grega. Uma cozinha excepcional e tradicional para gosto idem. Na minha juventude sempre fui fã do Filet a Chateaubriand, alto, crocante por fora e praticamente cru por dentro, um verdadeiro deleite. Aproveite o sábado. Al. Santos, 45, Paraíso, Fone 3016.5333

(Reprodução - Dica gastronômica de Il Dottore)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A SURPRESA

Desde que assumi a missão de dar continuidade a tradição da família na produção do nosso próprio vinho, muitas histórias tem ocorrido e algumas delas emocionantes. Essa história de hoje ocorreu durante uma viagem de turismo à Ilha da Madeira. Embora fosse uma viagem de curta duração, minha esposa e eu havíamos decidido aproveitar para conhecer alguns parentes. Numa das visitas conheci um sujeito, o Pereira, muito divertido, casado com uma prima de meu pai. Conversa vai conversa vem, já estávamos saboreando uma taça de Madeira quando ele me disse que há tempos havia ganhado de presente um vinho brasileiro e queria aproveitar minha visita para que eu lhe dissesse algo sobre ele, dado que o Pereira desconhecia os vinhos no Brasil. Estávamos conversando na sala quando ele levantou-se e dirigindo-se ao canto da estante, de parede inteira, abriu um barzinho. Fui até lá e ainda me lembro que havia uma quantidade grande de garrafas que me pareceu ser vinho, cuja disposição vertical me impediu de confirmar. Talvez vinte ou trinta garrafas. De repente ele levanta uma delas e me fala que aquela era a garrafa de vinho brasileiro que ele havia comentado momentos antes. Instantaneamente minha voz ficou embargada e meus olhos úmidos com a surpresa. Segurando a garrafa e fixando o olhar nela para tentar disfarçar minha emoção, eu lhe disse que valia a pena experimentar. Afinal, aquele vinho era um Quinta dos Quintais, o meu vinho.

(Reprodução - Colaboração do Quintal que é brother há mais de 30 anos, apreciador e produtor de bons vinhos)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O CARDÁPIO

Sempre ouvimos falar das diferenças na língua portuguesa entre nós e os portugueses. Aqui mesmo já contamos a história da Langerri. O caso de hoje é outro exemplo dessa lista inesgotável de exemplos. Naquela noite, nosso grupo estava grande, composto mais ou menos por umas doze pessoas. Geralmente, quando coincidiam as atividades nos clientes e diversas equipes se reuniam em Portugal, sobretudo o jantar era uma tarefa árdua para quem se arriscava em organizar. Conciliar a vontade de tanta gente não era nada fácil e geralmente terminávamos nos separando. Mas naquela noite havia sido diferente. Pela proximidade do hotel, quando alguém sugeriu irmos todos ao restaurante Frascatti houve consenso muito mais pela facilidade do que propriamente pela comida que era apenas razoável. O Hotel Meridien e o Frascatti ficavam praticamente junto ao parque Eduardo VII, um grande jardim onde inclusive realizam-se, no verão, eventos como a Feira do Livro de Lisboa. Chegamos lá, juntamos as mesas e sentamos. O garçom, já conhecido da maioria de nós, trouxe-nos um cardápio e entregou-o a um colega nosso. Passados alguns instantes, o garçom não voltava, nosso colega permanecia lendo o cardápio e a coisa não fluía. O cardápio passava de mão em mão, às vezes voltava para a mesma pessoa que resolvia rever a opção escolhida e o tempo foi passando, passando, passando... Já se podia notar aquela impaciência natural quando os clientes têm fome e o serviço é lento. Foi quando um colega teve a iniciativa de ajudar: chamou o garçom novamente e lhe perguntou se não tinha outro cardápio. O garçom, num tom muito explicativo, respondeu que ter ele tinha sim e que até poderia trazê-lo, mas que o outro cardápio era igual ao primeiro. Difícil mesmo foi não rir e ainda explicar que era apenas para agilizar as escolhas, no que ele atendeu prontamente. Mas, àquela altura, era tarde. O Frascatti já tinha dado sua inesquecível contribuição para a lista.

(Reprodução - Colaboração do Quintal que é brother há mais de 30 anos, apreciador e produtor de bons vinhos)

sábado, 7 de novembro de 2009

DI CUNTO

Desde 1935, a Di Cunto vem promovendo a alegria e o prazer para seus incontáveis e assíduos fregueses, que não se cansam de suas tradicionais receitas. Sua primeira loja foi inaugurada na Rua Augusta em 1957, passando depois ao endereço da matriz na Rua Borges de Figueiredo, na Mooca onde se encontra até hoje, com lojas filiais no Tatuapé e Itaim. Oferece salgados imperdíveis como a sua cremosíssima coxinha que não dá vontade de parar de comer, croquetes, empadas e sanduíches de pernil que proporcionam água na boca só de lembrar. Passando por doces e bolos dos mais variados dos quais sempre se destacará a incomparável Torta Regina, massa levíssima de pão de ló, com carolinas recheadas de chantilly e uma cobertura de açúcar dourada que parece uma teia de aranha que é uma coisa absurda de se ver, comer e sentir. Prazer indescritível. Na sua rotisserie, incontáveis massas frescas e secas, com todos os tipos de molhos, acompanhamentos, carnes, frangos, sem falar dos antepastos que só acompanhados do tradicional pão de fabricação própria já serviriam como uma refeição, que aliás também é servida no local, com feijoada de sábado, inclusive. Verdadeiro paraíso para quem tem apreço por cozinha tradicional, de qualidade e variedade e que sempre está cheio o que comprova o seu sucesso. Nas filiais você encontra os mesmos produtos da matriz, mas alguns têm que ser encomendados com antecedência. Aproveite o sábado, esqueça o horário e se delicie com tudo o que ela oferece e faça a festa, você não vai se arrepender. Moóca - Rua Borges de Figueiredo, 61/103 – 2ª das 12h00min as 19h00min – 3ª a sábado das 09h00min as 19h00min e domingo das 08h30min as 17h00min. Telefone 2081-7100.

Itaim – Rua Tabapuã, 1123 - Telefone 3709.2119

Tatuapé – Rua Pe. Estevão Pernet, 87/91 Telefone 2295.3577

(Reprodução - Dica gastronômica de Il Dottore)

sábado, 31 de outubro de 2009

LE BISTRO MARCEL

Casa conduzida por Ambroise Zufferey ex sócio do Marcel dos Jardins com o auxilio da filha na cozinha que supervisiona a preparação dos famosos suflês em oito versões salgadas, todos oferecidos em dois tamanhos, absolutamente leves e saborosos como exige a receita original. Você encontra ainda pratos tradicionais como o peito de pato fatiado ao molho de cogumelo shiitake com fettuccine e do coelho na ameixa-preta acompanhado de cuscuz marroquino, que são realmente especiais. Para quem gosta de camarão (há quem não goste?), a boa notícia é que teve início a Temporada do Camarão em 22 de outubro onde você encontra dez pratos a preços especiais, dentre eles a Salada Imperial (salada verde com lula, camarões e marisco, R$33), o Camarão ao Champagne (camarões Rosa grelhados ao molho de champagne e champignon, acompanhados de batata sauté R$69) e os Camarões Biarritz com Arroz a Grega (R$69). Cozinha honesta, sem grandes vôos, mas também sem provocar sustos, é uma boa opção para dar uma variada no cardápio e como sugestão adicional, leve sua esposa, noiva ou namorada e aproveite para uma tarde ou noite de romance no flat The Time onde se localiza. Aproveite o sábado - Rua Hans Oersted, 119, Brooklin, fone. 5505-2438

(Reprodução - Dica gastronômica de Il Dottore)

domingo, 25 de outubro de 2009

DIA DA MASSA

(que fome!)No dia 25 de outubro de 1995, durante o Congresso Internacional de Pastas realizado na Itália, foi criado o Dia da Massa e é esse dia que comemoramos hoje em um evento gastronômico chamado "Rota 25 - Caminho do Macarrão". Ele terá duração até o dia 31 de outubro e, neste período, dez restaurantes da capital paulista - Quattrino, La Vecchia Cucina, Cantina Gigio, Matterello, Nico Pasta & Basta, Piselli, Ristorante Roma, Terraço Itália, Walter Mancini Restaurante e VicoloNostro - oferecerão um prato à base de macarrão com os preços variando de R$ 28,80 a R$ 75,00. O lado humanitário do evento é que a cada prato vendido durante o evento, os fabricantes das massas utilizadas doarão um pacote de macarrão à APAE. Nestas opções, você tem desde os restaurantes tradicionalíssimos, os contemporâneos e até os badalados. Faça a sua escolha pensando no ato de caridade e BOM APETITE. Aproveite o domingo.

Cantina Giggio – Rua do Gasômetro, 254

Ristorante Roma – Rua Maranhão, 512

La Vecchia Cucina – Rua Pedroso Alvarenga , 1088

Matterello - Rua Fidalga, 120,

Nico Pasta & Basta- Rua Costa Aguiar 1.586

Piselli - Rua Padre João Manuel, 1.253

Quattrino - Rua Iguatemi, 150

Terraço Italia- Avenida Ipiranga, 344

Vicolo Nostro – Rua Jataiuba, 29

Walter Mancini Restaurante- Rua Avanhandava, 126

(Reprodução - Dica gastronômica de Il Dottore)

sábado, 17 de outubro de 2009

348 - PARILLA PORTENÃ

Em homenagem aos nossos hermanos que conseguiram a sua classificação no fio da navalha para a Copa da África do Sul do ano que vem, a nossa dica de hoje é um legítimo representante da melhor tradição portenha, a parrilla. A curiosidade sobre o nome do restaurante vem do famoso tango “A Media Luz” argentina que faz menção a um endereço ficitício em Buenos Aires da Av. Corrientes, 348. Dentre suas especialidades para quem é fã, e não são poucos, o prato típico servido numa grelha composto de rins, morcilla (lingüiça de sangue), lingüiça de porco e chimichurri. Mas se você não for fã desta tradição, terá a opção do vacio, que é uma carne muito tenra e saborosa tal qual a fraldinha, ou ainda o famoso ojo de bife que é a parte do centro do contra filet extremamente saboroso, como, aliás, são todas as carnes legítimas argentinas. A qualidade delas está ligada a concentração de pastos lineares que fazem com que o boi não tenha grande teor de músculos que endurece a carne. Ele possui também saladas típicas, empanadas, as famosíssimas papas fritas (experimente a provençal, com alho e salsinha) e sobremesas deliciosas, das quais sugerimos a panqueca de manzanas, com calda de rume, amêndoas e sorvetes. Tem ainda uma boa carta de vinhos na qual é possível degustar um típico produto da região de Mendoza e ainda torcer para que o destino deles na competição seja o mesmo das eliminatórias. Aproveite o sábado - Rua Comendador Miguel Calfat, 348 (claro), Vila Olímpia, fones 3849.0348/3849.5839 / 3849.5839

(Reprodução - Dica gastronômica de Il Dottore)