sábado, 18 de julho de 2009

LELLIS TRATTORIA

(perdi a fome) Nem sempre o que for postado aqui fará referencia a excelência de alguns lugares, mas também alertará os amigos contra eventuais ciladas e arapucas montadas. No ultimo sábado, com uma tremenda chuva e frio rolando, resolvemos que uma massa e vinho seriam uma boa opção e resolvemos ir ao Lellis Tratoria da Al. Campinas, famosa pela freqüência e fartura. Sentamos em uma mesa colada a pilha de garrafas de vinho ofertados, onde pudemos observar uma variedade apenas razoável embora constasse na carta de vinhos um Brunello de Montalcino, safra de 1983, a módicos R$ 7.170,00 a garrafa. Como não estávamos comemorando o acerto de seis dezenas, deixamos para lá e pedimos um português módico, o Quinta do Cachão. Fomos atendidos por um garçom evidentemente despreparado para a função, insistindo para que pedíssemos o prato e nos atendendo com descortesia e pressa. À mesa, uma cesta de pão italiano fatiado grosseiramente e com consistência borrachuda, acompanhado de manteiga, cream cheese, azeitonas pretas e um paupérrimo azeite espanhol, tanto em qualidade como em sabor. Derrotados pela insistência do referido, pedimos um ravióli de muzzarela de búfala, com molho a matricianna, o qual nos foi dito como sendo um molho de tomates, manjericão e bacon com evidente má vontade, o que acentuou a nossa contrariedade, mas que não seria suficiente para estragar o nosso almoço. A massa encontrava-se grudada, excessivamente cozida e com uma apresentação que qualquer boteco faria melhor, além de vir coberta com o tal molho de consistência ácida e pesada. De fato, o que se salvou foi o vinho e a conversa com os amigos porque o couvert, o prato e o atendimento deixaram a desejar. O que mais chamou a atenção foi a rapidez com que a comida chegou à mesa depois de feito o pedido - nem 5 minutos – o que deixou claro que: a qualidade dos produtos utilizados não é adequada; não houve cuidado no preparo, pouco importando a forma como o prato seria apresentado e com que sabor; o funcionário responsável pelo atendimento não tinha preparo para isso o que nos deixou a clara sensação de que estávamos num verdadeiro fast food de “cozinha” italiana onde o que interessava era que você chegasse, comesse e caísse fora tudo isso em menos de 1 hora. Fuja dessa!

(Reprodução - Dica gastronômica de Il Dottore)

44 comentários:

Francisco J.Pellegrino disse...

A lembrança é ótima....escreva para eles.

M disse...

Arapuca ! O da Peixoto Gomide é a mesma merda !
O mais inacredtitavel é que está sempre cheio...

M disse...

O Don Pepe di Napoli, da Pe. João Manuel é melhor.

Pé de Chumbo disse...

Aqui em Curitiba também tem Lellis, no bairro do Batel, uma espécie de Higienópolis curitibana.
Eu tinha vontade de conhecer, mas, diante do exposto...

Buonanno disse...

Uma cantina que eu gosto muito é o Piero. aquela que fica atrás do Pátio do Colégio. Não sei se a dos Jardins também é boa.

Pé, eu acho que a marca acabou virando franchise. Talvez a daí de Curitiba seja melhor.

M disse...

O outro Piero é na Franca. Faz tempo que não vou. Nem lembro mais porque deixei de ir.

Francisco J.Pellegrino disse...

Hj é tudo fast food, ficam empurrando a gente para fora da mesa...lembra no Castelões os garçons com cara feia prá cima de nós !

Buonanno disse...

Em cantina nunca poderia ser assim.

Cantina deve ser um lugar para comer com calma, tomando vinho e conversando, né.

roberto zullino disse...

Só como espaghetti com molho vermelho, jamais como molho branco, pois não gosto de maizena.
Nunca vou a cantinas italianas, pois nunca encontrei que fizesse um espaghetti com molho vermelho melhor que eu. O mais interessante é que não sei cozinhar, hahahahaha
Os caras são uns enganadores.
O melhor teste de uma cantina ou pizzaria são as coisas simples. Nas cantinas, um espaghetti com molho vermelho, nas pizzarias, uma de muzzarella. A totalidade não sabe fazer, o espaghetti vem mole e o molho ralo e a pizza vem desbalanceada com muita muzzarella. Alicci e Alho acaba sendo suícidio. Simplesmente não sabem fazer ou usam produtos de merda.
A situação das cantinas e das pizzarias em São PAulo é lamentável. Está na hora de fundarem uma associação que resgate a qualidade do que é apresentado e do atendimento.
Fui uma vez nesse tal Lellis da Alamenda Campinas, achei uma merda, tem fartura de gororobas, é tudo carregação. Massas recheadas moles e grudentas, espaghetti de má qualidade e mole, uma merda. Nunca mais voltei.

Buonanno disse...

Zullino, também não suporto molho branco. Nenhum! Nem os que a minha mãe fazia.

E concordo com a pizza também. Prefiro as mais tradicionais. Manjericão e calabresa não tem erro.

Pé de Chumbo disse...

Rapazes, a melhor cantina tipo "trattoria" que conheci , vocês não vão acreditar, ficava em Fortaleza!
Uma lazagna de massa verde ao molho branco de chorar!
Mesa de frios de máxima qualidade.
Ficava na praia do Meirelles, infelizmente a especulação imobiliaria acabou com eles...

Pé de Chumbo disse...

Zullino, molho branco que eu faço não tem maizena....
Não é qualquer um que sabe preparar, não...
Cebola bem picadinha, azeite virgem+manteiga, deixa dourar, acrescenta trigo, deixa dourar, acrescenta leite quente, mexendo sempre....depois tempera com sal, pimenta branca ou do reino e uma pitada de noz moscada ralada na hora....touché!

roberto zullino disse...

Não como molho branco por princípio, isso é coisa de magna polenta, lombardo e piemontese, uns franceses de merda e tudo veiado.
Nós terronis só comemos molho vermelho.

M disse...

Argh ! Molho branco é mingau-de-maizena. Coisa é veiado...

roberto zullino disse...

Falou tudo M, molho branco é coisa de italiano viado que fica imitando a francesada boiola.

roberto zullino disse...

Em tempo: para quem não sabe, magna polenta é a forma pejorativa de se referir a vênetos, eles comem só polenta e não conseguem falar manGia, o dialeto vêneto só tem lei, de cada dez palavras falam lei onze, é a coisa mais chata do mundo ouvir vêneto falar. São os arrentinos da Itália, comem polenta e dizem que comeram perú. Quando se pergunta quanto eles dize "tre fetala", três fatias, hahahahahaha.

Gilles 313 disse...

Chico, vc tem razão, na pizza da Castelões o garçon era um mala...e não esqueça de que sei lá quem, dono de um Premio (?) decretou para que "o canolli fosse comido com a mão"...

Quanto ao Lellis..se vc acha que dividindo 1 prato só e 1 garrafa de vinho só, R$ 150,00 é um bom preço então..

M disse...

A cara dos "garçãos" do Castelões é assim mesmo ! Até qdo. ganham na loteria...
Prá mim tanto faz ! Com cara feia, acho até melhor: Saio no lucro, não dou caixinha !

Pé de Chumbo disse...

Afinal, vc vai lá comer o "garção" ou a pizza?

Zullino, sei que molho branco é coisa de francês, tanto que escrevi "touché" no fim da receita...

Mas não vai MAIZENA não...

M disse...

Lógico que não vai Maizena e nem farinha ! Mas os destas bodegas são feitos assim !
Acho que algumas colocam até alvaiade...

roberto zullino disse...

Na receita original vai farinha. Aliás tudo do norte da Itália é ruim, os molhos com artificialismo como o molho branco, os risotos que não passam de arroz empapado, uma gororoba, é melhor comer concreto, a poleta vêneta que é outra gororoba e só foi ficar melhor quando os do sul colocaram linguiça e molho vermelho. Tudo feito apra encher barriga e não para ser gostoso e tudo é pesado, vide o simples macarrão ao pesto, fica-se falando com a merda durante dias. Colocam pinoli para melhorar. Nem azeite em abundância usam.
Nada se compara ao sabor e ao frescor da cozinha mediterrânea, tomates esplendorosos, azeite à vontade e do bom, alhos em profusão e basílicos na medida certa.

Romeu disse...

Bem, a história dessas cantinas todas que abundam em Sampa, começam no famoso Restaurante Gigetto.
De lá sairam os "donos" dessas cantinas.
Entraram lá descascando batatas, passaram a ajudantes de cozinha, outros se tornaram garçons e quando juntaram uma graninha abriram uma Cantina.
O menos ruim foi o Piero.
Montou algumas Cantinas com o seu nome e depois as vendeu.
Ficou somente uma: Piero "il vero" que fica na Haddock Lobo e é administrada pelo seu filho Tullio.
Piero Luigi Grandi, voltou para Italia e montou lá uma sorveteria na cidade de Lucca, sua terra natal.
Das Cantinas do Piero, sairam o Lellis, o Sargento (Rua Pamplona), e o General (R José Maria Lisboa X Pamplona)todos ex garçons ou cozinheiros.
Todas tem o mesmo esquema, porções fartas, macarrão molenga, nadando no molho.
No Piero il Vero em um dia calmo de semana, dá pra arriscar.
Nos outros passo batido.

Joel Marcos Cesetti disse...

Realmente o melhor serviço de utilidade pública que já vi, muito bom.

roberto zullino disse...

O Giovano Bruno do antigo restaurante de mesmo nome que ele perdeu e atualmente dono do Sogno di Anarello e o Giancarlo Bolla do La Tambouille também começaram no Gigetto, que por sinal sempre foi um restaurante de mata fome da madrugada e do povo de teatro, que por sinal come de capim a caviar com a mesma sem cerimônia, estão sempre com fome.
Faz tempo que não vou no Sogno di Anarello, mas o espaghetti era feito direitinho e a salada muito boa. Uam vez lá comi uma excelente bisteca fiorentina, um prato difícil de fazer, pois se carregar no basílico fica enjoativa.

Gilles 313 disse...

De maneira genérica todos os restaurantes tem uma curva ascendente até formar a sua clientela , fidelizando-a,e invariavelmente sofrem um acentuado decrescimo de qualidade, etc, valendo-se do "sucesso" obtido anteriormente para sobreviver.

Não existe preocupação com melhorias, faz-se a receita básica, normalmente pobre em todos os sentidos usufruindo do que foram no passado.

Todos os citados aqui passaram por isso, sem execeção e nenhum deles possui um chefe ou um restauranter a lhes conduzir.

E na minha modesta opinião o maior deles atualmente chama-se Belarmino Iglesias.

M disse...

Mas o Belarmino é mesmo. E faz tempo !
O Giancarlo era. Acho que não está mais muito em cima. Deixou com a filha.

RACER X disse...

O Belarmino é o melhor comandante, pq ele "fabrica" suas carnes, é espanhol e nunca se meteu a fazer um spaguetti.
Quanto ao motivo do post, só tenho uma coisa a dizer:
-Bem feito, Don Bonani!
Onde já se viu levar amigos no Lellis?
Fancullo!
Lellis, Don Pepe de Napoli, Famiglia Mancini e outros dessa estirpe deveriam ser fechados eternamente, para a humanidade burra que nos cerca pararem de comer gororobas de quinta qualidade achando que estão no éden..
E aquele chamariz de turistas desavisados que é o Vicco do Scunizzo? taca fogo em tudo!!!
O que eu acho mais absurdo é o preço que cobram nessas merdas, como um spaguetti ao sugo custar 28,00...que catso de preço é esse?
Meu ex-diretor de criação na F/Nazca, o Marcio Delgado "Alemão", tem uma coluna na Carta Capital e e um fervoroso defensor da boa gastronomia, da honesta, sem firula e blá, blá, blá...se vc contar esta historia do Leliis ele vai dar muitas risadas da sua ingenuidade.
Francamente, Don Bonani!

Buonanno disse...

RACER X,

aceitamos dicas de cantinas italianas de bom grado.

Pode escrever aqui mesmo nos comentários que eu prometo que o blog vai conferir e publicar aqui.

Valeu!

Gilles 313 disse...

Racer X: O intuito desta "coluna" não é nem de longe ser pretensiosa a ponto de visitar e informar acerca dos magníficos e estrelados restaurantes de SP, o que excepcionalmente poderá acontecer, mas sim o de relatar as andanças por aqueles que são parte de nosso dia a dia e que estão ao alcance de todos.

Do Vico eu tenho uma estorinha do tempo que trabalhei numa agencia da Rua Lisboa isso nos idos de 87, onde experimentei o molho a alla rabiatta mais quente da história....incomível !!!

Primo disse...

Romeu,
parabens pelo relato da historia das cantinas, mandou bem.
Buonanno, vamos dar um pulo no Giba, pertinho do Juventus e comer um gnochi numa quinta dessas.
O boteco deve ter umas 5 mesas, mas a comida é duca!

Buonanno disse...

Primo,

vamos marcar.

Lá perto do Juventus gosto muito da pizzaria São Pedro.

RACER X disse...

ok, ok, Gilles e Buonanno.
assim que lembrar o nome duma cantina pequena que fica no Itaim, mando pra vcs...
Mas em carnes, o Rubayat é imbatível!!
Qdo moleque, meu pai levava a gente no Livorno da Joaquim Floriano...eu contava os dias pra ir almoçar lá, era uma perdição,
Outro que gostava muito de ir quando adolescente era o Orvietto, ali na esquina da Augusta c/ Roosevelt.

Sobrinho II disse...

pq não foram no Massimo?

Romeu disse...

Bem, continuando o papo gastronomico, pra limpar a barra dos italianos hoje almocei em um restaurante chamado Vicolo Nostro, que fica numa travesa de uma travessa da Av Morumbi, (Rua Jataituba), no último quarteirão em direção a Av Sto. Amaro.
Muito bom o lugar, uma decoração muito legal, fina, de muito bom gosto, com fundo musical italiano (CDs) tambem de bom gosto, muito agradável.
Couvert com varios tipos de pães, azeitonas pretas, dois patês e uma bela porção de azeite virgem e acetto balsamico.
Uma caipirinha nota 10!
Experimentei um "rizotto con filleto, radicchio e vino" que estava excelente.
Rizzoto no ponto certo "al dente" com cubos pequenos de file mignon e um saboroso e equilibradíssimo sabor de vinho tinto.
Minha mulher foi de "gnocchi al sugo di osso buco" tambem acima das expectativas.
Não gosto de gnocchi, mas quando voltar lá vou pedir um spaghetti, com esse molho de osso buco e já sei que vou me chafurdar, porque é muito bom!...
Taí a dica.
Salute!
PS - Cazzo! Acho que depois dessa dica, mereço um desconto quando voltar lá, afinal estou na seção gastronomica do blog do Buonanno que está com quase 40 pitacos...

Buonanno disse...

Romeu,

assim você vai nos "obrigar" a ir lá conhecer. Quando chegar lá, nós falamos teu nome e perguntaremos sobre o desconto.

Valeu!

Buonanno disse...

Sobrinho II,

bons tempos aqueles...

Gilles 313 disse...

Excelente dica Romeu, estive lá uma vez e tb gostei bastante.

Primo disse...

Buonanno, o bar do
Giba fica em frente a D.Pedro, do outro lado...rsss

roberto zullino disse...

Nunca fui no Vicolo Nostro, mas se formos julgar pelo nome e se os donos seguiram a tradição deve ser bom. Vicolo é cantinho em dialeto napolitano e Nápoles foi a primeira cidade da Itália até o Rissorgimento, mais ou menos 1860 quando Garibaldi entronou uma lagartixa piemontesa e traidora no recém fundado Reino di Itália, uma excrecência. O resultado é que a francesada falsificada acabou com o Sul da Itália transformando-o no atual Mezzogiorno.
No entanto, Nápoles ainda manteve sua característica gastronômica e hipócrita chegando inclusive a homenagear a mulher do lagartixa, Margarida de Savoya com uma pizza, a famosa marguerita, usando inclusive as cores da bandeira italiana.

Buonanno disse...

Primo,

eu vou muito naquele pedaço, ou na pizzaria ou na Sfiha Juventus que também é muito boa.

Vou prestar atenção na próxima vez.

Gilles 313 disse...

E se tiver jogo do Moleque Travesso aproveite...é uma experiencia muito legal..te remete a sua infância..

RACER X disse...

Com relação ao Vicolo Nostro, quando vcs forem preparem suas carteiras.
Conheço as donas (fizeram o restaurante com a dinheirama acumuladas das cantinas escolares, já que elas praticamente monopolizam esse mercado, sendo donas de 94% das cantinas de SP).
O restaurante é caro, mas a qualidade tem seu preço, mesmo.

Gilles 313 disse...

É verdade Racer, não é um lugar que se possa ir sempre, a menos que vc tenha um MP de coleção...

Speed disse...

Pé, o Lellis de Curitiba é bom, com atendimento excepcional. Vale a pena experimentar o fusili com molho branco servido por sobre bifes de filé mignon. Os garçons que nos atenderam simplesmente não anotaram nada do que foi pedido, mas entregaram tudo perfeitamente certo, sem ter que perguntar para nós novamente quem tinha pedido o que...

O Zullino não conheceu o norte da Itália. Tive a honra e a sorte de experimentar duas receitas tradicionais da cozinha veronesa. Uma delas o cotechino (codeguim) servido com uma espécie de pirão é muito saboroso. Outro prato fantástico foi o tortelini (como os veroneses chamam o capeletti) recheado com a carne que seria usada para fazer salame, com molho de tomates e manjericão. Antes disso, antepasto com grissinis e fatias de presunto cru e depois tiramissu, crostata e

No Don Carlini da rua Ana Neri come-se bem sem ser esfolado. A massa muito boa é de fabricação própria. Vale a pena experimentar o rondelli com molho vermelho. A perna de carneiro é uma de suas especialidades.

PS: a salada do "Il Sogno di Anarello" é realmente muito boa, o velho Giovanni aprendeu como ninguém o tempero com bastante azeite e vinegre tinto. e aquelas torradas quentinhas de pão italiano com alho...